Destaque do Mês

ABRIL DE 2006

 

ALEGRIA EM DOSE TRIPLA!


Andréia, Marilda e Maria Aparecida são pura alegria! Afinal, trocaram 65.400Kg por saúde, vontade de viver e muuuuita disposição. Despertaram e agora curtem o prazer de serem responsáveis por si. Abandonaram a acomodação e combateram o sedentarismo tanto à nÍvel corporal como mental e agora cuidam de si mesmas. Se a vida delas melhorou? Confira com a entrevista!

Marilda
Maria Aparecida
Andréia
Antes
Antes
Antes

Andréia, Marilda e Maria Aparecida
Depois


Como tudo começou?
Cida começou a engordar na adolescência e em 96 passou dos 100Kg, ela comia muitos doces: “Minha vida estava amarga e eu queria adoçar. Não me aceitava gorda, comprava sempre roupa menor e quando me falavam que eu estava gorda, negava dizendo que eu não tinha nada!” Já Marilda era magra até os 29 anos quando engordou 20 Kg e permaneceu assim por 16 anos: “Eu tinha bronquite e alergia, tomava remédios e inchava; eu comia e culpava a bronquite. Eu não ligava dizia que estava tudo bem e ia comprando roupas maiores”. Andréia, por sua vez, foi uma criança gordinha, na adolescência ficou com um peso bom e, depois do casamento aos 19 anos, atingiu 84.500Kg: “Eu estava gorda e não sabia o que fazer, acabei ficando dependente de anfetaminas”.

O que elas tentaram para emagrecer?
Cida tomava sopa o dia inteiro, passou para as fórmulas e não conseguiu resultado. Ganhou uma dor no estômago, muito desânimo e tinha vontade só de ficar deitada: “Vou emagrecer e morrer!” Marilda tentou fórmula, limão, sopa, remédio tarja preta e aqueles que ela via na TV: “Gastei muito dinheiro e não emagreci. Resolvi deixar pra lá e fiquei 16 anos acima do peso!” Andréia ficou dependente das anfetaminas apesar dos efeitos colaterais e da vontade que tinha de engravidar: “Ficava desesperada quando o remédio acabava”.

Como encontraram a Peso Ideal?
Andréia e Cida viram em uma revista e Marilda recebeu a indicação de uma amiga.

E a decisão para começar a reeducação? Como foi?
Cida
precisava de 1h para fazer um trajeto de 15min, entalou na catraca do ônibus e levou um choque quando resolveu fazer o que não fazia há muito tempo: olhar-se no espelho. Marilda, apesar de ter mais de 40 anos, deu o seu basta quando se viu com pressão alta e com os joelhos, pés e costas doendo; sabia o que fazer mas precisava de ajuda. Já Andréia , cansada de conviver com os efeitos das anfetaminas, com receio da dependência que estava “tomando conta de sua vida” e com medo de não poder engravidar, olhou-se no espelho e percebeu o quanto estava infeliz: decidiu não tomar mais nada!

Por que dessa vez deu certo?
As três foram unânimes em dizer que a consciência e o despertar para o problema e para si mesmas foi fundamental. Cansadas e infelizes, resolveram mudar o rumo de suas vidas pois perceberam que só elas é que poderiam fazer tal conquista! Agora estão mais conscientes de suas necessidades, seus sentimentos e suas limitações; têm uma noção muito melhor de quem são e do que são capazes.

E as aulas da PI, como ajudaram?
Muito! Com informação, apoio, incentivo e respeito. “Lá eles ensinam que você precisa se respeitar”- afirma Andréia. Elas não acreditavam que podiam emagrecer comendo, não viam a obesidade como uma doença que precisa ser tratada e faltava informação sobre uma alimentação adequada e saudável. “Eu tinha muita resistência. A Clélia (instrutora) me ajudou muito! O trabalho é para o resto da vida, hoje eu entendo isso.” – diz Andréia. E acrescenta: “Eu não tomava água, não comia legumes, verduras nem frutas e não tinha horário para comer: ficava sem nada o dia todo e à noite comia exageradamente. Agora é completamente diferente: não consigo ficar sem a salada, não frito mais nada e sei quando sinto fome. Até meu marido emagreceu 9 Kg!”

E as mudanças a nível psicológico?
As três aprenderam muito com os temas psicológicos desenvolvidos em aula. Através da reflexão sobre cada assunto, trocaram o auto-abandono pelo amor pó si, saíram da passividade e assumiram a responsabilidade por suas necessidades e suas vidas. Andréia precisou enfrentar suas resistências pois tinha medo de começar e fracassar; os temas sobre auto-aceitação mexeram com ela. Marilda aprendeu a dizer não e percebeu que não pode tomar conta de tudo no mundo e diz que “os temas são muito bem elaborados e muito bem desenvolvido – ajudam bastante”. Cida afirma que mudou bastante pois parou de brigar com a vida, começou a amar a si mesma e assumiu responsabilidades: “estou apaixonada por mim!” Marilda complementa: “A reeducação tem que ser psicológica também. As pessoas não têm noção como é gostoso cuidar de si!

Outro aspecto em comum que ajudou muito foi...
As três contam que participaram ativamente do processo, não faltavam na aula, se envolveram, pensavam sobre o que tinha sido falado em aula, foram nos eventos na sede da PI, aproveitaram bastante... A Marilda conta que fazia anotações dos aspectos mais importantes para poder relembrar mais tarde. É, esse tipo de ajuda é muito bem vinda!

E a lista de benefícios obtidos após o emagrecimento?
Juntando o que elas contaram, temos: aprender a conviver em festas e comemorações, disposição para a vida social, melhor relacionamento com as pessoas, 1o. verão sem inchar os pés! (Marilda), você começa a ser referência positiva, caminha bem, respira bem, come sem culpa, tem mais disposição em geral, participa mais da vida, sente-se viva e tem cada vez mais vontade de viver, para de se sentir infeliz, aqueles pensamentos tão negativos somem, dá mais importância para si do que para a comida, melhora o relacionamento afetivo, etc, etc...

E as pessoas, ajudaram ou atrapalharam esta mudança?
Segundo Cida, ela estava desacreditava e até sua mãe duvidava que ela conseguisse; por isso, ela contou só para a mãe e foi em frente... resultado? Perceberam que desta vez era pra valer e todo mundo na sua casa “foi no embalo”. Já a Marilda tinha o apoio do marido que, vendo seu sofrimento, a incentivava a procurar um lugar que pudesse ajuda-la. Andréia teve muito incentivo do marido e sua irmã foi uma verdadeira aliada; entretanto, teve que fechar os ouvidos para os comentários desanimadores da maioria da “torcida contra”.

O que será que elas têm a dizer para você que talvez esteja se sentindo exatamente como elas estavam: infeliz, mergulhado(a) no sedentarismo e no desânimo e, acima de tudo sofrendo muito:

Cida:
Eu só usava camisetão e sai preta até o pé, estava me escondendo até começar a gostar de mim. Portanto, apaixone-se por você e viva uma grande história de amor”

Marilda:
Eu achava que esta tudo bem comigo. Mas na estava. Usava 50 e agora uso no. 40. Portanto, não desista. Continue. Olhe no espelho e pergunte: O que eu posso fazer para você ficar feliz?”

Andréia:
No começo é difícil, mas depois é maravilhoso. Aquela preguiça dentro da gente some e dá vontade de lutar pela sua felicidade cada vez mais. É muito bom saber que você está se respeitando. Estou muito feliz mesmo!”

Parabéns pela conquista e obrigada pela entrevista!

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