“EU ESTAVA ESCONDIDA!”
Roseney
Borges da Cunha, aluna de Santo André – Utinga -, tem 43 anos, e
começou a obter resultados em seu emagrecimento quando ficou frente a
frente consigo. Ela está mais leve, mais feliz e mais segura.
Confira com a entrevista!
Conte um pouco sobre sua história com o excesso de peso...
Eu nunca fui magrinha, mas a obesidade começou por volta dos 13/14
anos. Minha família tem tendência e vários acontecimentos da vida
também contribuíram para o peso que eu cheguei.
Qual foi seu peso máximo e com quanto você está agora?
Quando entrei na PI estava com 102,900. Emagreci 31,300Kg. Estou com 71,600 e ainda quero
emagrecer mais. Não estou presa a um número, mas sim ao meu bem-estar.
Quando você ficou obesa, o que você fez? Que providências tomou?
Diferente da maioria das pessoas, eu não tenho aquele histórico de ter
feito várias dietas malucas, de ter tentado de tudo... eu simplesmente
não fiz nada! Eu me sentia mal, mas não tentava nada!
E o que aconteceu para você dar o primeiro passo?
Em Dez/05 me deu vontade de mexer com este assunto. Acho que foi por
causa da yoga, que eu já estava praticando há 5 anos. Aliás, a yoga foi
um divisor de águas na minha vida...
E o que você fez?
Pensei: “É hora de tentar” e fui buscar alguns meios alternativos para
emagrecer. Conclusão: de Dez à Mar eu engordei mais 5 Kg!! Eu entrei em
desespero, fiquei deprimida, chorava muito e minha pressão estava alta.
Aí levei um susto e fiz todos os exames possíveis e, antes mesmo de
saber os resultados, já tinha iniciado o PI.
E como você soube da PI?
É muito perto da minha casa e, quando eu passava, via o cartaz... Já
estava com o número anotado há muito tempo comigo, mas eu achava que
não era capaz. O susto com a pressão alta – na verdade eu nem precisei
tomar remédio, era só emagrecer! - me deu um empurrão. Eu estava
anestesiada, colocando tudo debaixo do tapete, não queria mexer neste
assunto pois quando a gente mexe com a obesidade, mexe com muitas
outras coisas...
É verdade...
É ter que olhar para si e dizer tudo, se deparar com as suas
limitações... É ter uma conversa franca e dolorida consigo: “Você está
nesta situação... e agora? Vai fazer alguma coisa por si? Se não fizer,
só vai piorar...” e assim por diante.
Como você conseguiu adaptar-se a sua nova rotina?
Bem, eu trabalho na rua e esta foi a minha primeira desculpa: como eu
vou fazer uma reeducação alimentar? A Clélia – instrutora -, me ajudou
muito dando sempre dicas para eu poder me organizar. Troquei um monte
de papéis por um computador e comecei a carregar água, iogurte e frutas
comigo... comecei a administrar meus horário de modo que eu pudesse
comer adequadamente. Antes eu nem ligava se onde eu estava dava para
comer ou não, não pensava nos horários... na verdade, não pensava em
mim...
O que você mudou na sua alimentação?
Eu comia muito, muito doce... e hoje eu os troco facilmente por uva
passa ou iogurte de frutas. Sempre gostei de salada e de frutas mas não
comia direito. A fritura já me fazia mal, portanto não foi problema...
E as aulas? Qual é a sua opinião sobre elas?
As aulas são fundamentais! Porque emagrecer é muito mais do que comer
direito. Na primeira parte a gente aprende muito sobre alimentação e na
segunda, alimenta a alma. Você aprende a se observar, se conhecer, para
poder alimentar tua alma e tua mente. Eu só faltava em caso de extrema
necessidade.
Algum tema mexeu mais com você?
Vários... mas principalmente os da inveja e da culpa... gosto de falar
de assuntos que normalmente são escondidos, porque acho que isto é que
faz mal para a gente.
E a aula “Hoje quem fala é você”?
É a oportunidade para as pessoas se abrirem e os outros participantes
do grupo perceberem que todos estão no mesmo barco. Essa identificação
é importante, pois todos estão no mesmo barco.
E o que mudou na sua vida com mais de 30Kg a menos?
Bom, primeiro eu estou querendo um espelho de corpo inteiro... Mas eu
ainda não comprei porque eu não quero qualquer espelho... eu quero “o”
espelho. Estou muito mais disposta, mais leve em vários sentidos...
Antes eu vivia com dor... eu tinha “cara de dor”... Agora, o pessoal do
meu trabalho acha que eu estou apaixonada... Além do mais eu tenho
menos medo de falar, eu me sinto mais segura...
Talvez porque agora você não está mais escondida...
É, não estou... você matou a charada... é isso mesmo!
O que você diria para quem está com dificuldade de dar o primeiro passo?
NÃO SE MALTRATE MAIS. NÃO SEJA CRUEL, SEJA CARINHOSA COM VOCÊ,
TE PEGUE PELA MÃO E DIGA: VAMOS CONVERSAR! E CUIDE MUITO BEM DE VOCÊ!
Rose... obrigada pela entrevista e parabéns por suas conquistas!
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